Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

Os discursos pós eleitorais e a necessidade de verdadeiros valores republicanos (parte I)

Se dúvidas houvesse sobre a crise profunda que atravessa o estado da nossa democracia, os discursos pós eleitorais dos vários candidatos, um deles reeleito Presidente e isso não é pormenor que deva escapar, vieram aclarar espíritos mais inebriados pela campanha…

Comecemos pelo que devia dar o exemplo, o reeleito Presidente da República de Portugal. E reafirmo, a República é de Portugal e não de um qualquer, mesmo que a ela se candidate com o objectivo de a representar.

Logo esta premissa, a de representar a República, deveria incutir nos candidatos elevação, humildade, espírito de serviço à coisa pública, abnegação, respeito pelos actos eleitorais (e isso inclui respeito por vencedores e perdedores) assim como patriotismo quanto baste.

Cavaco Silva, agora presidente de Portugal e de nós portugueses, teve menos meio milhão de votos, foi eleito com uma abstenção recorde, foi o Presidente eleito até hoje com o menor número de votos e com o menor número de votos na reeleição e continua a pensar que uma eleição dispensa o seu ganhador de prestar contas à população, aos partidos e à sociedade em geral.

Recusa-se a responder em campanha e responde em discurso, por sinal comodamente o último para não haver direito de resposta, a ataques que independentemente da sua veracidade mereciam esclarecimento cabal aos portugueses.

Acusa a comunicação social e desafia-a a revelar as suas fontes esquecendo-se do lamentável episódio das alegadas escutas a Belém.

E afirma que se pensam que a elevada abstenção, para não falar nos votos brancos, nulos e no candidato Coelho, o demove seja do que for e influenciará a sua acção desenganem-se…

Não seria de humildade democrática, preocupar-se com este fenómeno altamente lesivo da democracia? Não seria de bom-tom cumprimentar os “adversários” de campanha? Sem eles haveria eleição?

Não será de preocupar-se com eleitores que, após o seu discurso, se manifestaram desde logo arrependidos?

Tudo isto só prova que temos na Presidência não quem merece mas quem podemos eleger neste momento…

publicado por politicar às 23:11
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