Quarta-feira, 16 de Novembro de 2005

"Trabalho importante na função pública"

Primeiro a anedota publicada na "Dica da Semana" (Publicação periódica da cadeia LIDL)

Num determinado departamento existiam quatro funcionários públicos chamados Toda-a-Gente, Alguém, Qualquer-Um e Ninguém. Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria. Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez. Alguém zangou-se porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria. No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito. Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um quinto funcionário para evitar todos estes problemas...

Com o devido respeito pelos funcionários públicos deste país e porque a razão de ser da sua imagem negativa, em muitos serviços, tem a ver com um sistema que nunca os valorizou, nunca os avaliou, na verdadeira acepção da palavra, nunca os incentivou à qualidade, ao rigor e ao serviço público, nunca promoveu a sua inserção correcta nos serviços com mecanismos de acompanhamento e formação, esta anedota retrata muito do que é o nosso país e o nosso funcionalismo público, as nossas empresas, a nossa política...
Existe realmente uma falta de rigor, de responsabilização, de sentido à causa pública que a todos nos devia envergonhar.
Quando nos dirigimos a um qualquer serviço podemos ver a azáfama de revistas, compras, higiene pessoal e conversas paralelas que em tudo parecem integrar-se num serviço aos cidadãos e que levam a que estejamos largos minutos, ignorados, como se fosse possível um atendimento antes de tais tarefas tão importantes.
O olhar de soslaio transmite-nos uma sensação de que estamos a mendigar um favor e de seguida virá a humildade do pedido, da veneração a um poder que lhes é atribuído pelos impostos de cada um.
Não é posível assistir a isto num país evoluído, não é possível que o estado não transmita aos seus funcionários, que o seu único papel é servir, servir e servir os cidadãos deste país.
Só esta realidade incentiva as cunhas, os favores e a tolerância com procedimentos burocratas, terceiro mundistas e completamente sufocantes do futuro do país. E o país é de todos, os recursos também e quando eles se esgotarem esgotar-se-ão para todos. Vejamos o que está a acontecer e meditemos nas razões!
publicado por politicar às 19:47
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