Terça-feira, 18 de Abril de 2006

Igreja e Século XXI - Não era melhor não obrigarem a escolher?

Mais sinais têm sido visíveis mas pensei, na altura, que poderiam não passar de simples episódios de mau gosto democrático e de duvidosa pertinência jornalística.
Enganei-me pois afinal parece haver um certo movimento (organizado?) para a defesa dos "valores" éticos e morais da ortodoxia católica, uma tendência para acentuar e defender o lado mais retrógrado e medieval da Igreja Católica.
Estarei errado? Mas ainda não ouvi ninguém com responsabilidades eclesiásticas a contariar afirmações, posições ou actos menos dignos dos seus membros.
Vejamos dois episódios recentes:

Na passada sexta feira (14 de Abril) decorreu o Festival de Música "Madeira Paradise", na ilha da Madeira, contra a posição oficial da Igreja Católica local representada ao mais alto nível pelo Bispo do Funchal. Imagine-se, apelava-se mesmo a um levantamento popular contra o evento à semelhança do que há de mais democrático, pacífico e progressista do mundo.
Passou pela ideia do Bispo que nem todos os cidadãos são católicos? Será que alguma vez leu a Constituição da República Portuguesa?
Enganou-se o Bispo pois a população, até a da Madeira, já percebeu que não vive em qualquer país do terceiro mundo e muito menos se aplicam, a esta República, quaisquer leis inquisitoriais.

Ler Jornais, navegar na Internet e ver televisão podem ser considerados actos passíveis de culpa (pecados?) como tal sujeitos a censura da Igreja Católica. Só não se percebe, ou talvez se perceba, porque é que a rádio fica de fora desta lista... Talvez porque é a área de maior influência desta mesma Igreja, ou não?
Ora os meios de comunicação social são, por natureza, o perigo de qualquer forma de obscurantismo e/ou ditadura. São um dos pilares das sociedades democráticas e uma forma salutar de democratização da informação.

Salazar não queria meios de comunicação livres, na Idade Média seriam considerados meios do Anti Cristo e hoje são, para muitos, a única forma de libertação de toda e qualquer forma de limitação à liberdade, incluindo a religiosa.

Achará a Igreja que poderá obrigar à escolha? Pensará a mesma que a escolha recairá sobre ela própria? Se eu fosse à Igreja não obrigava a escolher!!

publicado por politicar às 19:31
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