Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Autarquias e referendos

 

Não é a primeira vez que nos debruçamos sobre o espaço do portal SAPO para tecer aqui alguns comentários.

Desta vez temos uma outra questão a votação: "As autarquias deviam recorrer com maior frequência a referendos nas suas tomadas de decisão?".

 

A este net inquérito temos, como respostas às 15:46h de dia 25 de Janeiro de 2009, a seguinte votação:

 

67% sim

23% não há necessidade

10% não sei

 

Ora a estes resultados, qualquer autarca que se preze, não ficará alheio a não ser por alguma ordem de razões que pode inclusivé passar pela pouca apetência destes eleitos para as NTIC, como podemos ilustrar pela fraca implantação das autarquias e dos seus serviços on line, no ciber espaço.

De facto são resultados que, a meu ver, mais do que serem susceptíveis de levar a um incremento desenfreado deste mecanismo democrático de consulta às populações, devem levar, isso sim, a uma reflexão séria sobre o porquê de tantos portugueses (e acredito serem muitos mais com a mesma opinião) sentirem esta necessidade.

Mais do que uma crise da democracia representativa, que nunca deve ser posta de lado, parece haver na base deste sentimento um aspecto muito mais grave - os autarcas, uma vez eleitos e ressalvando algumas e felizes excepções, esquecem quem os elegeu e o espírito de serviço público que deveria nortear a sua acção.

Os portugueses gostariam de ver os seus autarcas a cumprir promessas, a gerir estrategicamente os seus concelhos e freguesias, a deixar de lado a mediocridade da política gerida pelo caciquismo e eleitoralismo barato, pelo clientelismo e pela política da terra queimada que afasta os mais capazes e competentes, gostariam de ver os seus autarcas imbuidos de um espírito de cidadania, civismo e responsabilidade não pondo em causa o futuro dos nossos filhos e a existência de muito territórios.

 

publicado por politicar às 15:40
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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Desilusão ou oportunidade perdida?

A entrevista conduzida pelos jornalistas Ricardo Costa e José Gomes Ferreira, ao Primeiro Ministro José Sócrates, no passado dia 5 de Janeiro, foi mais uma oportunidade perdida que propriamente uma entrevista para esclarecimento dos portugueses.

O sentimento de frustação foi tanto maior quanta a reputação dos dois jornalistas em causa.

Ricardo Costa sempre nos habituou a entrevistas bem estruturadas, preparadas e profissionalmente conduzidas. Não foi agora o caso!

Durante a entrevista foram várias as situações em que mais parecia tratar-se de um debate, de um duelo do que de uma entrevista ao Primeiro Ministro de um país, para que este explicasse as suas ideias, políticas e dificuldades ou erros na governação.

Falo de expressões dirigidas pelo jornalista como:

"o banco (referia-se ao BPN) é seu"

"não é verdade! Ele disse que..."

"eu acho que não são fiáveis" (a propósito dos estudos custo benefício)

Parecia mais um editorial ou um post num qualquer blog de opinião que propriamente um trabalho jornalistico.

A tendência foi para confrontar, arremeçar, tentar que José Sócrates perdesse a calma mas resultou contrariamente!

Já deveriam saber que é difícil consegui-lo e que não estariam perante um qualquer político de autarquia do interior do país (sem ofensa).

Como se ouvia nos comentários no dia seguinte: Sócrates até pode não falar verdade mas não se pode ignorar a sua inteligência e eficácia na veiculação da mensagem política.

Talvez esta desilusão tenha justificado tão baixa audiência.

 

publicado por politicar às 00:12
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Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Já era tempo...

Já era tempo de alguém com competência médica, judicial ou mesmo política declarar, pelo menos, a sua preocupação com a insanidade do nosso governante regional da RAM.

A propósito do discurso do Senhor Presidente da República, vem de novo "atafulhar" os ouvidos dos incautos, dos que não chegam a tempo de obter o comando para mudar de canal ou programa radiofónico, com completos absurdos e conversa sem sentido.

Diz a propósito que não vê ninguém a «discutir o sistema político».

«Não contem comigo para lamentações. Contem comigo para ajudar a dar uma cacetada nisto tudo».
 

Mas afinal o que quererá ele dizer com tão inusitadas declarações? Que quererá ele dizer quando repete vezes sem conta a necessidade de alterar o sistema politico? Será a mesma ideia dos 6 meses sem democracia? Será a bandeira do PSD e a sua foto pessoal que grassa nas residências dos mais pobres da Madeira?

Diga-nos de uma vez!

publicado por politicar às 21:18
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